PPP






Projeto Político-Pedagógico
                                                           





EE IRMAN RIBEIRO DE ALMEIDA SILVA















Nova Andradina - MS
2017


1 - Identificação
Instituição: ESCOLA ESTADUAL IRMAN RIBEIRO DE ALMEIDA SILVA
Código INEP: 50013378
CEP: 79.750-000
Logradouro: Rua Arthur da Costa e Silva, 351
Bairro: Irman Ribeiro
Município: Nova Andradina
Estado: MS
Telefone: (67) 3441-2838
E-mail: eeiras@sed.ms.gov.br
Localização: Urbana
Dependência Administrativa: Estadual
Decreto de Criação: 2.371

2 - Apresentação do PPP
               O Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva é resultado de um efetivo trabalho de construção coletiva envolvendo toda a comunidade escolar em reuniões de estudos, discussões, pesquisas por amostragem pautadas em cima de grandes reflexões sobre as finalidades da escola, o seu papel social, a definição de caminhos e ações que serão executadas por toda a comunidade escolar. É um documento de suma importância, pois reflete a realidade da escola, sendo um clarificador da ação educativa em sua totalidade. Sua finalidade é assegurar e fundamentar todo o funcionamento da escola, sua estrutura física funcional e também pedagógica, assim como dar garantia e legitimidade para que “a escola seja palco de inovações, investigações e grandes ações fundamentadas num referencial teórico metodológico que permita a construção de sua identidade e exerça seu direito à diferença, à singularidade, à transparência, à solidariedade e à participação” (Veiga, 1996).
                O Projeto Político Pedagógico envolve a composição dos documentos: Referencial curricular, Regimento Escolar, Estatuto da APM, Regimento Interno do Colegiado Escolar, Regimento do Grêmio Estudantil, Plano Gestor, Plano de Trabalho Docente, além das legislações emanadas da Secretaria de Estado de Educação.

3 – Missão
A missão da Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva é ser uma instituição que desenvolva competências e habilidades, com segurança e afeto, que permita ao educando uma melhor compreensão de si, do outro e do mundo, formando-o para sua descoberta vocacional e humana.

4 - Visão
        Ser reconhecida como Escola que acolhe, educa e compartilha com a comunidade escolar a responsabilidade pela construção do conhecimento de qualidade, formando projetos de vida de crianças, adolescentes e adultos.

5 - Valores
    A educação em valores permeia os dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pode ser observada à primeira leitura do artigo 2º, que, ao definir a educação como dever da família e do Estado, afirma que a mesma é inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tendo por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
    Sendo assim, na Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva a educação em valores estará presente em todas as disciplinas do currículo escolar. Para educar em valores, o professor organizará seu plano de ensino em atividades lúdicas, reflexivas e conceituais sobre temas transversais agregando a estes os valores necessários para a formação de nossos alunos. Os valores a serem trabalhados são os seguintes:

Temas transversais
Acepções
.   Autonomia
Refere-se ao valor que reconhece o direito de um indivíduo tomar decisões livremente, ter sua liberdade, independência moral ou intelectual. É a capacidade apresentada pela vontade humana de se autodeterminar segundo uma norma moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou externo.     
1.     Capacidade de convivência
Valor que desenvolve no educando a capacidade de viver em comunidade, na escola, na família, nas igrejas, nos parques, enfim, em todos os lugares onde  se concentram pessoas, de modo a garantir uma coexistência interpessoal  harmoniosa .
1.     Diálogo
Valor que reconhece na fala  um momento da interação entre dois ou mais indivíduos,  em busca de um acordo.
1.     Dignidade da pessoa humana
Valor absoluto que tem cada ser humano. A pessoa é fim, não meio. A pessoa tem valor, não preço.
1.     Igualdade de direitos
Valor inspirado no princípio segundo o qual todos os homens são submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações.
1.     Justiça
Entre os temas transversais, é o valor mais forte. No educando, manifesta-se quando o mesmo é capaz  de perceber ou avaliar aquilo que é direito, que é justo. É  princípio moral em nome do qual o direito deve ser respeitado.
1.     Participação social
Valor que se desenvolve no educando à medida que  o torna parte da vida em sociedade e leva-o a  compartilhar com os demais membros da comunidade conflitos, aflições e aspirações comuns.
1.     Respeito mútuo
Valor que leva alguém a tratar outrem com grande atenção, profunda deferência, consideração e reverência. A reação de outrem será no mesmo nível:  o respeito mútuo.
1.     Solidariedade
Valor que se manifesta no compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas, particularmente,  diante dos pobres, dos desprotegidos,  dos que sofrem, dos injustiçados, com  o intuito de confortar, consolar e oferecer ajuda
1.     Tolerância
Valor que manifesta na tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas.


6 - Diagnóstico
     O Brasil vive um processo de transformação estrutural com significativas mudanças. Esse feito é consequência da revolução tecnológica, da tentativa de formação de uma economia global e de um caminho de mudança cultural, social e política, manifestado principalmente pela postura de respeito e à inclusão da diversidade e ao aprimoramento da consciência ecológica.
     Essa nova postura sociocultural e intelectual mexe na estrutura do tradicional modelo de família que vem recebendo os impactos e nem sempre conseguindo conviver com essa realidade, muitas vezes se abalando a ponto de transferir para a escola responsabilidades que são naturalmente suas.
     Faz-se necessário então que os seres humanos busquem formas de reconstrução da estrutura familiar, social, econômica e ecológica seguindo os valores éticos das relações humanas.
      O estado de Mato Grosso do Sul que não está alheio às transformações sociais, econômicas e ambientais vem passando por uma reestruturação conjuntural. Uma grande quantidade de usinas e indústria de diversos setores se junta à pecuária, turismo e à agricultura, já pujantes e tradicionais em nosso cotidiano.
      O jovem Estado de Mato Grosso do Sul, com seus 35 anos de emancipação política, conta atualmente um número aproximado dois milhões e meio de habitantes, com crescimento que garante o título primeiro lugar em crescimento econômico da Região Centro-Oeste, e o coloca na condição de ocupante da 10ª posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dentre os 27 estados da federação.
     Destaca-se por dispor 25% de sua área ocupada por um santuário ecológico: o Pantanal Sul-Mato-Grossense. Com posição geográfica privilegiada, no meio da região Centro-Oeste, o Estado se limita com Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além das fronteiras com Paraguai e Bolívia.
            Nova Andradina possui grande diversidade de raças e culturas garantindo a miscigenação que contagia quem aqui chega. Possui um IDH que a classifica em 9º lugar do Estado, tem posição geográfica estrategicamente favorável em relação ao Mercosul e aos grandes centros consumidores do país. Localizada no vale do Ivinhema, conta como relevantes atividades econômicas: a criação de gado de corte e leiteiro e agricultura, várias indústrias de pequeno e médio porte e uma de grande porte, possui forte centro comercial e conta também com turismo de eventos. A comunidade local é bem servida de praças, onde praticamente cada bairro possui a sua, estimulando seus moradores à prática de atividades físicas, à cultura e ao lazer, dos quais destacamos:
EXPONAN - Exposição Agropecuária e Industrial de Nova Andradina;
FEJUNA - Festa Junina de Nova Andradina;
CANTA NOVA - Festival de Canções;
FESTA DAS NAÇÕES- Festa que congrega danças e comidas típicas de diversos países;
FEIRA DAS MULHERES DE ATITUDE– Participação de mulheres empreendedoras da comunidade local e
EXPOSIÇÃO DE FLORES, realizado por entidade não governamental.
     O investimento no esporte conta com a participação de empresas, academias e agremiações privadas, trabalho voluntário de pessoas ligadas ao esporte e do poder público. O futebol profissional que já levou o nome da cidade para todo o estado e participação em campeonatos nacionais no ano de 1992, quando o SENA, time da cidade, foi campeão estadual, hoje tenta se reerguer. O futebol de campo conta com um privilegiado espaço de treinamentos e competições, o estádio ANDRADÃO, que possui iluminação e toda a estrutura para receber grandes competições. Enquanto várias outras modalidades, na categoria escolar são destaques nacional e estadual, a exemplo do Basquetebol, do judô e do Taekwondo.
Aqui acontece uma das mais importantes provas do atletismo sul-mato-grossense, a "Corrida Ciclística e Pedestre de Nova Andradina", é evento esportivo anual das modalidades atletismo e ciclismo, a prova tem seu percurso entre a cidade e a vizinha Batayporã e conta com a participação de atletas de vários Estados brasileiros. O município possui aproximadamente 47 mil habitantes, sendo a sétima cidade do estado, nos últimos 10 anos, vem se caracterizando como um pólo estudantil, sendo a única cidade no interior do Estado, a contar com três escolas de ensino superior públicas: duas universidades (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Instituto Federal de Ciência e Tecnologia. Complementa-se na área com as Faculdades de Pedagogia (ANAEC) e Faculdades Integradas de Nova Andradina (FINAN) que oferece os cursos de: Ciências Contábeis, Direito, Administração e Pedagogia, além da Unigranet e Universidade Anhanguera com cursos on-line. 
As redes Municipais, Estaduais e Particulares mantêm o Ensino Fundamental e Ensino Médio de qualidade, igualando-se aos melhores do Estado e do País.
Nesse contexto, a Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva, acompanhou essa expansão e a diversificação estudantil, contando com um corpo discente formado em sua maioria por filhos de trabalhadores, moradores do bairro e entorno, por pessoas de baixa renda, trabalhadores da indústria e comércio e da zona rural. Contamos com um considerável número de estudantes com deficiência física, intelectual e auditiva.
      Observa-se que o quadro discente desta unidade escolar caracteriza-se como heterogêneo, estimulando-nos a criar mecanismos de participação democrática para garantir boa qualidade de ensino.
      Diante dessa heterogeneidade, a escola encontrou provocação nos seguintes setores: na Educação de Jovens e Adultos (E.J.A.) o maior problema é a evasão dos educandos, motivada pelo excesso do trabalho, a falta de tempo para dedicação aos estudos, influindo em queda do desempenho escolar. Outro ponto da defasagem de conteúdos é provocado pela migração dos mesmos; as faltas que prejudicam o processo ensino/aprendizagem é outra de nossas vilãs.

6.1 - Situação socioeconômica e educacional da comunidade
     A comunidade, na qual, a escola insere-se é composta de trabalhadores ou filhos de trabalhadores da indústria, comércio e agropecuária, com média de renda familiar de um salário mínimo. Outra característica dessa comunidade é a participação maciça das mulheres no mercado de trabalho como domésticas, ou diaristas com faixa etária de 20 a 50 anos, sendo que grande parte destas são arrimo de família, sustentando seus filhos sozinhas. Parte dessa comunidade apresenta baixo grau de escolaridade.
     Nossa clientela compõe a seguinte estatística: 50% mora em casa própria, sendo que boa parte destas são habitações garantidas pelos programas sociais do setor público, 32 % em casa alugada e 18 % mora com os pais ou familiares. As condições de moradia na grande maioria são casas simples com muitos "puxadinhos" que nem sempre apresenta condições adequadas de habitabilidade.
     Em relação aos bens de consumo, a maioria possui eletrodomésticos básicos, como geladeira, televisão, som, máquina de lavar roupa, liquidificador.
     Quanto ao acesso a serviço de saúde e assistência social, 85 % dos entrevistados contam apenas com o PSF do Bairro e o SUS e para atendimento de emergência utilizam pronto socorro. Apenas 15% possuem planos de saúde.

6.2 - Histórico da escola
            Esta instituição tem como Patronesse a senhora Irman Ribeiro de Almeida Silva, titular do Cartório de Registro Civil de Nova Andradina. Iniciou suas atividades em 1976, como extensão da Escola Estadual Professor João de Lima Paes, deixando essa condição em 1983, quando a comunidade escolar se reuniu, garantindo a autonomia administrativa da escola.
            Atualmente no diurno oferece o Ensino Fundamental e Ensino Médio, no período noturno oferece Ensino Médio n
a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Desde sua fundação, a escola vem escrevendo sua história que se mistura com a biografia do bairro. Tivemos o professor Edson Zanata como primeiro diretor no período em que era extensão. Após sua criação contamos com os diretores, os professores: José Dias de Almeida e Ângela Beatriz Rezende Prado no período de 13/12/1983 a 27/01/1987; Terezinha Martinez,  no período de 04/02/1987 a 27/07/1987 e Diretora Adjunta Roseli Palopoli 04/02/1987 a 04/01/1988; Valentin Loli, no período de 08/09/1987 a 04/02/1988 e Diretora Adjunta Maria das Graças Sampaio 01/02/1988 a 30/09/1988; Eugenir Maria de Lima, no período de 18/02/1988 a 18/05/2007 tendo como adjuntas: Maria das Graças Sampaio; Carmem Martins e Rosangela Maria Silva; Vera Lúcia Pigari Baptista, indicada Diretora pelo colegiado escolar á partir de 16/07/2007, continuando como adjunta Rosangela Maria Silva até a eleição prevista.  Vera foi eleita e atuou até 11/08/10 em seguida foi nomeado o professor Edvaldes Dias Tavares que posteriormente foi eleito e designado, atuando de 1º de dezembro de 2011 à 31 de dezembro de 2015. E atualmente a professora Karina de Fátima Maroni, que foi eleita, atua como diretora da Escola desde 1º de Janeiro de 2016, tendo como diretor adjunto o professor Miqueias de Oliveira Gomes.
            A escola é acolhedora, possui espaço físico que garante turmas com grande número de estudantes, apesar de não contar com anfiteatro, garante comodidade para mais de cem pessoas no espaço destinado às reuniões com a comunidade e comemorações. As salas de tecnologias também conta com espaço privilegiado.
            Boa porcentagem dos estudantes são filhos de ex-alunos que retornam à escola como pais, temos também a participação de vários ex-alunos que regressam na condição de professores e servidores administrativos.
            Trata-se de uma instituição atenta aos acontecimentos externos, participando de eventos promovidos pela comunidade através de campanhas educativas, de cunho social e preventivas, caminhadas, desfiles cívicos, passeios, excursões, feiras e exposições.

6.3 - Situação física da escola
A E. Irman Ribeiro de Almeida Silva conta com sede própria, medindo 4.000 m ², com uma área construída de 3.940 m ² totalmente murada em alvenaria. Suas dependências estão assim distribuídas:
Na parte da Frente:
·                     Diretoria : medindo 6m por 5,65m com WC;
·                     Secretaria : medindo 7m por 5,65m com WC;

No primeiro pavilhão:
·                     03 salas de aula medindo 8 m por 7,30m;
·                     01 sala de aula 10,95m por 9,60m.
·                     02 salas para uso tecnológico 5 m por 10 m (Sala de Tecnologia da Escola)
·                     01 Sala de Inclusão Digital.

Na parte superior:
·                     Cantina: medindo 4,70 m por 3 m junto á área coberta;
·                     Cozinha: medindo 9,20 m por 3,95 m e um deposito para merenda que ficam juntos á ares coberta;
·                     Banheiro para servidores administrativos com 1 divisória;
·                     Área coberta com estrutura metálica medindo 15,80 m por 6,10 m e corredores de circulação entre os pavilhões;

No segundo pavilhão:
·                     05 salas de aula medindo 8 m por 6 m sendo 1 sala com WC;
·                     01 sala para atendimento individualizado para Coordenação Pedagógica, medindo 4,60 por 6 m com banheiro;
·                     01 sala para a Coordenação Pedagógica medindo 4m por 6m, com banheiro;
·                     01 sala para os professores medindo 7,42 m por 6 m com banheiro;
·                     01 medindo7m por 6m
·                     01 laboratório de Ciências medindo3,70 m por 6 m;

No terceiro pavilhão:
·         03 salas de aula medindo 6 metros por 7,5 metros;
·         01 Banheiro para os alunos do sexo feminino com 04 divisórias, 4 sanitários com válvula hidra e lavatório com 5 torneiras azulejado;
·         01 Banheiro para os alunos do sexo masculino com 04 divisórias, 4 sanitários com válvula hidra e lavatório com 5 torneiras azulejado;
·         01 depósito contendo materiais diversos medindo 3,5 metros por 5 metros;
·         01 sala de estudos medindo 3,5 metros por 5 metros;
·         01 biblioteca com dimensões de 6 metros por 10 metros.

Na parte de baixo:
·         Quadra de Esportes coberta com estrutura metálica.

O prédio foi construído em concreto armado e alvenaria de tijolos de cerâmica, com cobertura em telhas de amianto sobre estrutura de madeira forrada com PVC.





6.4 - Corpo docente / pedagógico / técnico / administrativo

6.4.1 CORPO DOCENTE
     O corpo docente é constituído por professores habilitados admitidos na forma da legislação vigente.
            Os membros do corpo docente deverão apresentar as seguintes condições:
            I - Formação de educador, conhecimento de conteúdos, capacidade de trabalho   e habilidade  didático-metodológica;                              
            II - comportamento social e maturidade no trato com os alunos;         
            III - os professores deverão seguir as diretrizes educacionais da Secretaria de Estado de Educação e integrar sua ação pedagógica na consecução dos fins e objetivos visados neste Projeto.
O corpo docente da escola é formado por professores pedagogos e professores habilitados em áreas específicas, professores instrutores mediadores em Libras e professores de apoio.  Fazem parte do corpo docente atuante no ano de 2017:
Alessandra Cristina Pimenta B. Garcia
Aline de Souza Mota
Ana Silva Rosa Dutra
Andrea Luzena A. Ramos (intérprete)
Antônia Zulene Gonçalves Freire Souza (professora de apoio)
Carlos Guilherme Sasso
Claudia Garcia Lopes Gonçalves
Cleuza Ortiz Martins
Cristina da Silva Costa Cauz
Edilson Araújo do Nascimento
Edileuza da Silva Santos (professora de apoio)
Elaine Regina Hauptmam Raniero
Elis Cristina Teixeira Aguillar
Elisa Silva Oliveira (professora de apoio)
Elsa Kioko Ogura Martins
Fátima Toshie Yamada Úbida (intérprete)
Ivonete dos Santos
Leidi Laura Breguedo
Luciane de Cristo Santos Ezídio
Luiz Gustavo Rezende e Prado
Marcela de Freitas Siebra Ferreira
Marcelo de Andrade Silva
Marciana Rodrigues da S. Nascimento
Márcio Luis Canestraro
Maria José Candido de Sá Oliveira
Maria Aparecida Tagliamento
Marisa Camuci
Michelli Senhorini Russo
Milena de Carvalho Gava
Priscila Nataly da Silva
Priscila Macelani Rosa
Raquel Cristina Dan
Rosalina Ramos Lopes (intérprete)
Rosimeire Lima Rosa Regaço
Silvana Ferreira Tombini
Simone Magaroto de Souza
Tânia Ricarte de Moraes
Valdeci Alves do Nascimento Benante
Vanessa Trovato Silva (intérprete)
Vanusa Vezu Bernegozz

 6.4.2  COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA 
A  equipe de Coordenação pedagógica e de apoio é composta pelos seguintes profissionais:
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Vanessa Cristine Menezes Silva Montilha (Professora licenciada em Arte)
Sebastiana Leal Domingues Marcussi (Pedagoga)

APOIO À COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Rosangela Maria Andrade Silva - professora readaptada habilitada em Pedagogia e Letras.
 Zenita Rodrigues Gomes – professora readaptada licenciada em Pedagogia.

PROFESSORA GERENCIADORA DE TECNOLOGIAS E RECURSOS MIDIÁTICOS
 Flaviana Meireles dos Santos (professora licenciada em Matemática e Física)

6.4.3 APOIO TÉCNICO- ADMINISTRATIVO
DIREÇÃO
Karina de Fátima Maroni - (Diretora)
Miquéias de Oliveira Gomes - (Diretor - Adjunto) 
EQUIPE DE SECRETARIA
Ana Maria da Cunha (secretária)
 Fátima Batista Derigo
 Maria do Nascimento Novaes Tolotti
 Zenilda de Souza Gomes Viegas

AGENTE DE MERENDA
 Nilcéia da Silva.
 Sonia Garcia Jose Remelli
 Vanda da Silva Aleluia Severgnini
  
AGENTE DE LIMPEZA
Esliane Oliveira Dortas Simões
Giane de Souza Oliveira
 Lucilene de Santana da Silva Volf

AGENTE DE INSPEÇÃO DE ALUNOS
 Kleiton Cesar Honorato Soares;
 Lucia Guerreiro de Souza – Readaptada do cargo de Agente de Limpeza;
 Alicia de Paula Magaroto;

AGENTE DE RECEPÇÃO E PORTARIA
Marina dos Santos Marques;
Rosani de Lourdes Ferracini – readaptada do cargo de Agente de Merenda para o cargo de Agente de Recepção e Portaria;
 Fátima de Lourdes Pegorare Natal;
 Gisele Coelho de Almeida Meirelles

6.5 - Recursos materiais e tecnológicos disponíveis e sua adequação, móveis, equipamentos e material didático.
     Esta unidade de ensino dispõe de 03 bebedouros com água gelada, com 4 torneiras cada  e um bebedouro acessível que servem o alunado.
A cozinha da escola possui:
02 fogões;
01 liquidificador industrial;
01 espremedor de laranjas;
01 máquina de triturar legumes;
02 freezers;
02 geladeiras;
01 paneleiro de duas portas;
01 balança;
01 ventilador de teto;
01 ventilador de parede;
 O refeitório é servido de 21 mesas grandes com acento acoplados.
                              
A sala da direção escolar possui:
01 computador;
01 impressora HP Laser Jet 1020;
01 ar condicionado
02 armários de MDF;
04 armários de aço grande;
01 mesa redonda grande
03 escrivanhas
7 cadeiras com estofado

A sala de tecnologia da escola possui:
23 micro computadores
32 fones de ouvido
02 Projetores Proinfo (com teclado e mouse) com defeito

02 datas-show
03 Projetores Integrado com lousa digital

01 ar condicionado
16 mesas para computadores
02 caixas de som multimídia grande
01 caixa de som amplificada grande
01 máquina fotográfica digital
01 filmadora com defeito
26 cadeiras estofadas
02 aparelhos de televisão
02 modem
01 switch 16 portas
01 switch 18 portas
01 armário de aço grande
01 armário de aço pequeno
08 aparelhos de DVD
02 caixas acústicas pequenas
01 par de microfones sem fio com base

A sala de tecnologias do curso técnico possui:
14 micro computadores;
01 micro computador (servidor);
01 Lousa Branca
01 ar condicionado;
20 mesas para computador;
16 cadeiras estofadas;
01 Hack com switch com 24 portas;

A sala do CAAT possui:
01 ar condicionado Eletrolux;
01 impressora Lexmark;
01 roteador;
01 nobreak quebrado;
01 scanner quebrado;
01 lousa branca;
16 monitores;
13 mesas;
01 mesa para impressora;
32 cadeiras;
15 thinclient (11 em funcionamento e 3 não operante);
01 CPU;
01 monitor tela plana;
01 armário de aço;
01 modem;
01 caixa de dijuntores;


A secretaria da escola possui:
03 computadores;
01 impressora Kyocera;
01 impressora multifuncional Kyocera;
01 ar condicionado;
16 arquivos de aço com 4 gavetas;
01 arquivo de aço com 3 gavetas;
01 armário de MDF 2 portas grande;
01 armário de MDF 2 portas pequeno;
05 escrivaninhas;
03 cadeiras giratórias;
02 cadeiras comuns;
01 armário de aço com 2 portas de vidro;
01 ventilador de teto.


A sala da coordenação possui:
03 armários de aço (arquivo);
03 armários de aço com duas portas;
01 armário de madeira com 2 portas;
01 cômoda de madeira com 6 gavetas;
03 mesas;
01 mesa de computador;
01 computador;
01 impressora HP laser Jet pro MFP;
07 cadeiras;
01 ar condicionado;
01 ventilador de teto.


A sala dos professores possui:
02 armários de aço;
04 armários de aço para professores;
01 armário de madeira com 2 portas;
01 geladeira;
03 mesas para computador;

01 impressora Lexmark (com defeito)
01 mesa de madeira grande;
13 cadeiras de plástico;
01 ar condicionado Mídea;
01 ventiladores de teto.

 A sala da coordenação de área possui:
02 mesas;
02 cadeiras;
02 armários de aço;
01 armário de aço com 4 gavetas;
01 computador
02 escrivaninha;

 A biblioteca possui:
04 mesas redondas com 06 cadeiras estofadas cada;
08 prateleiras de aço;
04 computadores (sem uso);
01 lousa branca;
01 impressora samsung;
01 computador para uso da biblioteca.

O laboratório de ciências possui:
02 mesa de madeira grande;
01 armário de aço com 2 portas de vidro;
02 armário de aço com 2 portas tamanho médio;
01 arquivo com 4 gavetas;
02 bustos adultos;
01 busto pequeno;
01 mesa para computador;
01 pia com armário.

6.6 - Existência de sala de recursos multifuncional.
      Por estratégia de atendimento, o Núcleo responsável pela Educação Especial da Rede estadual de ensino, no município centraliza esta modalidade de atendimento em algumas escolas, sendo que os estudantes que deste recurso necessitam são transportados pelo poder público e assim frequentam este serviço em outra unidade educacional. 

7 - Organização da escola
    Na organização formal de nossa escola, o fluxo das tarefas das ações e principalmente das decisões é orientado por procedimentos formalizados, prevalecendo as decisões coletivas, juntamente com o Colegiado Escolar, Associação de Pais e Mestres (APM) e Grêmio Estudantil que são executadas pelo diretor. Essa estrutura administrativa da escola é adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses da comunidade, prevendo mecanismos que estimulem a participação de todos no processo de decisão.
     É importante reiterar que, quando se busca uma nova organização do trabalho pedagógico, está considerando que as relações de trabalho, no interior da escola deverão estar calcadas nas atitudes de solidariedade, de reciprocidade e de participação coletiva, em contraposição à organização regida pelos princípios da divisão do trabalho da fragmentação e do controle hierárquico. Por isso todo esforço de se gestar uma nova organização deve levar em conta as condições concretas presentes na escola. Há uma correlação de forças com espaços abertos à reflexão coletiva que favorecem o diálogo, a comunicação horizontal entre os diferentes segmentos envolvidos com o processo educativo e a descentralização do poder.

7.a - Proposta de trabalho para medidas de melhoria da organização da escola e do desempenho
             Nossa escola vem desenvolvendo metodologia com princípios liberais, visto que mescla ações de tendências tradicionais e progressistas. Este método que prevê preparar os indivíduos para o desempenho dos papéis sociais, com foco nas aptidões individualizadas, buscando a adequação dos estudantes aos valores e normas vigentes, vem nos provocando desafios para a mudança, uma vez que a garantia de sucesso na escolarização da maioria de nosso alunado é uma meta ainda a ser atingida.
            Diante das dificuldades para garantir que o resultado almejado se viabilize, voltamos nossa atenção e esforços em formações que demonstrem ao corpo docente a necessidade de investimento em uma metodologia progressista que valorize e se comprometa com o respeito pelas experiências de vida, com o saber empírico de nosso alunado, fazendo um elo entre estes, a pesquisa e o avanço teórico a ponto de nossos educadores cumprirem o papel e a função de mediadores do processo de construção dos diversos saberes.
            É importante, porém que as atividades se desenvolvam de forma lúdica, que provoque o estudo e a pesquisa, buscando novas formas de organização, conjugando-se objetivos e conteúdos traçados nos componentes curriculares, sempre voltados para os interesses dos estudantes. É fundamental que o professor tenha consciência que o seu papel é o de criar desafios e desequilíbrios, para que os avanços se sucedam e se solidifiquem. Quanto mais a situação de aprendizagem for explorada e aprofundada, mais rica ela será. Para que se materializem nossas expectativas pedagógicas é preciso buscar parâmetros que norteiem:
            Autonomia, como forma de provocar em sala de aula e fora dela atividades que permitam ao aluno posicionar-se, elaborar e participar de projetos pessoais e coletivos.
            Respeito à diversidadeuma vez que os educandos têm direito de realizar as atividades fundamentais para o seu desenvolvimento e socialização. Sua concretização significa levar em conta fatores sociais, culturais, orientação sexual, cultura de gênero e etnia, a história de vida de cada aluno e suas características pessoais, inclusive aquelas que indicam déficit sensorial, cognitivo, motor, psíquico, ou de altas habilidades; respaldando as individualidades para minimizar os quadros que possam caracterizar problemas emocionais, comportamentais e de aprendizagem.
            Para complementar as práticas pedagógicas utilizamos também projetos interdisciplinares contextualizados e a flexibilização dos conteúdos para atender aos alunos com necessidades especiais. No caso dos alunos surdos ou déficit auditivo, além da flexibilização do currículo o sistema de ensino oferece professores mediadores em LIBRAS que atuam no contexto do ensino regular e EJA atendendo individualmente aqueles que necessitam deste suporte. Para os estudantes com paralisias e ou deficiências físicas e mentais temos professor de apoio para atender suas necessidades de aprendizagem e permanência no ambiente escolar.
            Trabalho diversificado, buscando mesclar e respeitar conteúdos acadêmicos e atividades previstas nos planejamentos e projetos, permitindo a inserção de experiências e assuntos sem caráter científico, contemplando principalmente a interdisciplinaridade e os temas transversais.
            Interação e a cooperação, para que a aprendizagem aconteça de forma participativa e com qualidade propomos que a metodologia envolva o trabalho coletivo, trazendo à luz a convivência social, étnica/ racial, a cooperação e o fazer via saber empírico e pesquisa. Para tanto devemos criar situações em que os alunos possam dialogar, ouvir o outro, ser solidário e vivenciar a experiência de buscar ajuda, posicionar-se diante de situações atípicas, coordenar ações para obter sucesso em uma tarefa conjunta. 
             Seleção de material de maneira criteriosa, respaldando a variedade e a qualidade necessárias à obtenção e fornecimento de fonte de informação, com isenção de apologias a cultos de qualquer natureza, de objetos e atividades que sugerem atos de marginalidade e todos os tipos de discriminação.
            Temas transversais são inseridos a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais e da Lei nº9394/96, substituída pela Lei 12.796 de 4 de abril de 2013 (LDB), incorporado ao currículo com uma nova abordagem àqueles temas mundialmente debatidos, trazendo à tona a vivência cotidiana de nossa sociedade.
     Esses assuntos são tratados didaticamente, haja vista a estima e o entendimento da importância do tema em questão, assim também realizamos a ponte com a vida da comunidade e de nosso alunado como seres humanos que pertencem a grupos sociais distintos, cujos costumes, problemas e situações vivenciados por eles viram conteúdos e alvo de incentivo e informações.
            A CULTURA AFRO-BRASILEIRA foi inserida no currículo escolar pela Lei Nº 10.639 tornando obrigatório o ensino da História da África e dos Afro-brasileiros, deste modo adotamos a valorização dessa cultura, estabelecendo metas e desafios com o intuito de fazer valer a valorização do povo que carrega essa etnia.
            A EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO, amparada pela Lei nº9394/96, substituída pela Lei 12.796 de 4 de abril de 2013 (LDB), abrange os processos formativos com a finalidade de colaborar para que o trânsito seja um espaço de respeito, solidariedade e paz. Mais do que cumprir o que determina a Lei nº9503/97 “a educação para o trânsito será promovida da pré-escola até o ensino superior”, nos voltamos para essa temática que, se bem trabalhada, promoverá a vida e diminuirá a violência.
            Em relação ao MEIO AMBIENTE, esta unidade escolar se propõe a estimular projetos e ações que visem a sustentabilidade, a relação de respeito entre o ser humano e natureza. Voltaremos nossa atenção para a prevenção de ações que danificam e degradam o meio ambiente, desde o simples ato de diminuir a quantidade de lixo, economizar energia, economizar água até aquelas que requerem um maior volume, ou seja: ações de grande monta como é o caso de combate às queimadas e desmatamento.
            Promover a SAÚDE E ORIENTAÇÃO SEXUAL é papel da escola através da informação repassada pelas disciplinas afins, atividades extraclasses e aquelas que venham somar com a prevenção de doenças.  Buscaremos atingir a consciência sanitária dos educandos no sentido de entender que gozar de boa saúde mais do que um direito é dever de cada cidadão que conosco convive, fornecendo elementos que capacitam os educandos para uma vida saudável, tanto física como mental. O trabalho sistematizado de orientação sexual estará presente no cotidiano da escola via projetos que tratam especificamente do assunto.
            Educação Fiscal -  Com vistas a aplicar um dos princípios éticos vigentes em nossa sociedade, a honestidade, nos pautamos na vivência cotidiana e na legalidade para trabalhar com este importante assunto. Assim buscamos aquilo que estabelece a nossa carta magna, no seu Art.37, destacando a necessidade da gestão pública guiar-se pela: impessoalidade; moralidade; legalidade e publicidade e ainda o que estabelece a Constituição, no seu Art. 31 § 2º e  § 3º, quando reza que haverá controle externo nas casas legislativas e que as contas públicas de todos os municípios deverão permanecer durante sessenta dias à disposição de qualquer cidadão. A Lei de Responsabilidade Fiscal vem cumprindo importante tarefa ao estabelecer controle de padronização e transparência nas contas públicas. Por meio de projetos, debates e peças teatrais esta escola se propõe a desenvolver este assunto.
             Buscando mesclar os conteúdos e propostas estabelecidas no Referencial Curricular/ SED-MS, assuntos de interesses da comunidade escolar e na diversidade e na pluralidade de ideias vislumbradas nos temas transversais e no desenvolvimento global do estudante como ser social, defendemos a proposta de criar e executar projetos de variados temas e assuntos, assim apresentamos alguns projetos em execução e os que ainda serão realizados:
PROJETO ALUNO NOTA DEZ
PROJETO TREINAMENTO DE FUTSAL MASCULINO
PROJETO TREINAMENTO DE VOLEIBOL MISTO
PROJETO - REFORÇO ESCOLAR;
PROJETO BULLYING
PROJETO SEXUALIDADE E SAÚDE
PROJETO FOLCLORE
PROJETO SACOLA LITERÁRIA
PROJETO SARAU LITERÁRIO
PROJETO MEIO AMBIENTE
PROJETO CONSCIENCIA NEGRA

METAS ESTABELECIDAS PARA O ANO DE 2017
 - Estimular a continuidade dos treinamentos de Futsal, Voleibol;
-  Com o intuito de melhorar as competências e habilidades dos educandos, os docentes farão a previsão de ações por meio do planejamento online, mensal e obrigatório, acompanhado pela Coordenação Pedagógica, sendo esta organização realizada em todas as turmas do Ensino Fundamental, Médio e EJA;
- Reduzir as taxas de abandono das turmas críticas do ensino fundamental, identificadas no diagnóstico, em 10%;
- Reduzir as taxas de reprovação nas áreas de conhecimento nas disciplinas críticas do ensino fundamental, identificadas no diagnóstico em 10%;
- Garantir o cumprimento das diretrizes curriculares em todas as turmas;
- Estimular a participação dos estudantes e comunidade em atividades voluntárias;
- Assegurar que todos os estudantes recebam orientações sobre cuidados com a saúde física e mental;
- Promover a liderança de indivíduos que incentivam, trabalham em conjunto e apoiam a comunidade educativa a alcançar os objetivos;
- Envolver os professores para a realização de atividades consistentes e significativas de modo a que se comprometam com a aprendizagem contínua;
- Monitorar constantemente os dados dos alunos, dos programas e dos professores.


7.1 - Gestão escolar
A atual diretora da escola e diretor adjunto foram nomeados após cumprir todos os quesitos determinados pela Secretaria de Estado de Educação e processo eleitoral realizado em 2015, para o triênio de 2016 à 2018. Vem desempenhando suas tarefas com competência, probidade e dedicação. As muitas e complexas atividades decorrentes da função são realizadas de forma conjunta com o Colegiado Escolar, APM e Grêmio Estudantil, que também foi eleito pela comunidade, de forma democrática, racional e interativa. As decisões são norteadas pela legislação vigente usando bom senso, nunca expressando autoritarismo e coerção.  Nesse contexto, o gestor escolar é figura de suma importância, visto que uma liderança consciente auxilia na transformação da prática administrativa, pedagógica e relacional no contexto escolar. Na Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva,  os gestores estão envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem a fim de ser capaz de identificar dificuldades e situações-problema que possam interferir no rendimento dos estudantes.

A APM: é uma entidade civil com personalidade jurídica própria, sem caráter lucrativo formado por pais, professores, funcionários da escola e direção. Tem por objetivo administrar recurso Federal, Estadual, Municipal, da comunidade, de entidades públicas ou privadas e da promoção de campanhas escolares (comemorações, palestras, gincanas, etc).  A Associação foi constituída conforme o disposto no artigo 14 do Estatuto da APM em vigor e o Conselho Deliberativo está constituído de 7 (sete) membros, obedecendo as proporções definidas no § 1º § 2º e § 3º, e Parágrafo Único que determina que a presidência será exercida pelo (a) diretor (a) da unidade escolar.
Desta forma, a Associação de Pais e Mestres (APM) da Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva, é oriundo de um processo democrático ocorrido no mês de junho de 2016, onde os eleitos terão mandato de três anos. A Diretoria Executiva tem como presidente a Senhora Edna Moreno de Moraes Silva.
Missão da APM
A APM, instituição auxiliar da escola, terá por finalidade colaborar no aprimoramento do processo educacional, na assistência escolar e na integração família-escola-comunidade. Como entidade com objetivos sociais e educativos, não terá caráter político, racial ou religioso e nem finalidades lucrativas.
Por fim, no exercício de suas atribuições, a APM manterá rigoroso respeito às disposições legais, de modo a assegurar a observância dos princípios fundamentais que norteiam a filosofia e política educacionais

O Colegiado Escolar: é um órgão que faz parte da estrutura da Unidade Escolar. Trata-se de uma instância colegiada que tem caráter deliberativo, executivo, consultivo e avaliativo nos assuntos referentes a gestão pedagógica, administrativa e financeira da Escola.
O Colegiado Escolar tem como função consolidar a gestão escolar democrática a partir do estabelecimento de relações de compromisso, parceria e corresponsabilidade entre a escola e a comunidade, com vistas à melhoria da qualidade social da educação.
O Colegiado Escolar tem as seguintes funções:
DELIBERATIVA: elabora, aprova, toma decisões relativas às ações pedagógicas, administrativas e financeiras, incluindo o gerenciamento dos recursos públicos destinados à unidade escolar;
CONSULTIVA: assessora a gestão da unidade escolar, opinando sobre as ações pedagógicas, administrativas e financeiras;
AVALIATIVA: elabora diagnóstico, avalia e fiscaliza o cumprimento das ações desenvolvidas pela unidade escolar;
MOBILIZADORA: apoia, promove e estimula a comunidade escolar e local em busca da melhoria da qualidade do ensino, do acesso, da permanência e da aprendizagem dos estudantes.
O Colegiado Escolar da Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva, é oriundo de um processo democrático ocorrido no mês de maio de 2016 tendo vigência de três anos, e tem como presidente a professora Rosângela Maria Andrade Silva.

Grêmio Estudantil: é um direito previsto aos estudantes da educação básica, na intenção de representar seus interesses e expressar suas reivindicações, devendo ser constituído e organizado por eles na forma de Instituição Jurídica, sem fins lucrativos. Sua organização nas unidades da Rede Estadual de Ensino está prevista na Lei Federal nº 7.398/1985, que dispõe sobre a organização dessa instituição, e na Lei Estadual nº 2.384/2001, que garante a livre associação estudantil nos estabelecimentos públicos e privados em Mato Grosso do Sul, bem como no Decreto Estadual nº 13.770/2013, que trata da estrutura e funcionamento das unidades escolares na Rede Estadual de Ensino, Capítulo XIX, artigos 40 e 41, que apresentam aspectos específicos ao Grêmio Estudantil.
No Plano Nacional de Educação – PNE/2014 – 2024, apresenta, na Meta 19, o prazo de dois anos para efetivação democrática da educação, no âmbito das escolas públicas, que tem como estratégia, no item 19.4, estimular a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis, assegurando-lhes espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas. Dessa forma, o Plano Estadual de Educação, Lei nº 4.621/2014, em alinhamento ao PNE, na meta 19.7, propõe a implantação e o fortalecimento dos Grêmios Estudantis.
O Grêmio Estudantil da Escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva, é oriundo de um processo democrático ocorrido no mês de julho de 2016, ele recebeu o nome de Grêmio Tiradentes, possui estatuto próprio e tem como presidente o aluno Adson Vitor da Silva Velasques.


FUNCIONAMENTO DA SECRETARIA ESCOLAR
            A secretaria é o setor responsável pelos arquivos e pela escrituração dos fatos relativos à vida escolar dos estudantes como também a vida funcional do corpo docente e técnico - administrativos, pela expedição de documentos, correspondências oficiais, dando suporte ao funcionamento de todos os setores da Unidade Escolar. A secretaria da escola conta com cinco funcionários distribuídos nos três turnos de atendimento toda comunidade escolar, sendo que o período matutino funciona das sete horas às treze horas, no vespertino das treze horas às dezenove horas e o período noturno das dezoito horas às vinte e duas horas.


SISTEMA DE COLETAS DE DADOS E REGISTROS 
            É feito através do SISTEMA DO CENSO ESCOLAR (EDUCACENSO), na qual  o MEC estipula uma data base para o início da coleta de dados, que é efetuada pela secretaria da Unidade Escolar sobre a responsabilidade do Diretor e Secretária, são utilizados para a coleta desses dados toda documentação e registros arquivados na secretaria da escola tais como: pastas dos alunos, diários de classe, pasta de professores, etc... e todas as informações prestadas deve expressar a realidade e veracidade dos fatos .


FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA:
            A escola Estadual Irman Ribeiro de Almeida Silva, possui um biblioteca cujo nome é: Vera Lúcia Pigari Baptista ( in memória). A mesma recebeu este nome em homenagem à professora Vera que tanto se empenhou e lutou para que a nossa escola tivesse e fosse um ambiente aconchegante, alegre e com diversos livros para que os discentes e toda a comunidade escolar pudessem pesquisar e realizar leituras agradáveis.
            A Biblioteca Vera Lúcia Pigari Baptista tem por:
MISSÃO: formar leitores e cidadãos críticos, oferecendo a cada um, oportunidade de vivências destinadas à produção e uso de informações voltadas ao conhecimento, à compreensão, imaginação e ao entretenimento, sendo dinâmica, alegre, criativa e inovadora.
VISÃO: ser referência de qualidade em relação aos serviços prestados à comunidade escolar com dinamismo, alegria, criatividade e inovação, comprometida com a formação de cidadãos críticos, éticos e conscientes de sua responsabilidade social, onde as diferenças sejam sempre respeitadas.
VALORES: manter o compromisso com democratização da informação;
ü  respeitar a ética e os valores humanos, independente do sexo, da cor, da raça, da religião (...);
ü  trabalhar em equipe com eficiência e eficácia;
ü  oferecer à comunidade escolar um acervo qualificado e diversificado;
ü  contribuir para a formação de cidadãos críticos comprometidos com uma sociedade saudável, solidária e com capacidade de assumir seu lugar na sociedade com responsabilidade.
            A função da biblioteca da Escola é auxiliar a formação de um público leitor no processo de aprendizagem. Oferecendo oportunidades de vivências destinadas à produção e uso de informações voltadas ao conhecimento, à compreensão, imaginação e ao entretenimento. Sendo ela, dinâmica, alegre, criativa e inovadora.            Os alunos e todos seus usuários têm como principal objetivo, a ansiedade de informação.
            O empréstimo de livros da biblioteca de nossa escola é permitido aos alunos, professores, funcionários e à comunidade quando solicitado. Feito sob um controle de anotações em fichas individuais. Para atender a demanda de informações aos usuários, contamos também com o acervo. Recebemos livros da SED, MEC, PDE e PDDE e doações de professores.
O prazo estipulado é de 7 (sete) dias podendo renovar a data por mais 7 (sete) dias, caso não termine a leitura ou consulta e o horário de atendimento é de 2ª a 6ª feira, das 7 às 11 horas no período matutino; das 13 às 17 horas no período vespertino e das 18:30 às 22:30 horas no período noturno.

RECURSOS FINANCEIROS
            A Escola Estadual “Irman Ribeiro de Almeida Silva” é mantida pela Secretaria de Estado de Educação que além de custear o quadro de funcionários, proporciona verbas para manter a estrutura e o funcionamento desta mesma instituição escolar.
            Durante o ano letivo, recebemos quantias significativas que são distribuídas da seguinte maneira:
  • PNAE: São enviadas duas parcelas, durante o ano, sendo no 1º semestre e uma no 2º semestre para atender alunos do Ensino Fundamental e Médio EJA. 
  • Repasse Financeiro para manutenção: são enviados uma parcelas no 1º semestre e uma no 2º semestre
  • P.D.D.E. (PROGRAMA de DINHEIRO DIRETO na ESCOLA) enviado pelo MEC:  essa verba é enviada apenas uma vez por ano, sendo que o último foi no valor de R$2.042,00(dois mil e quarenta e dois Reais), material de consumo e permanente, para uso com os alunos do Ensino Fundamental e Médio.
  • O P.D.D.E. estrutura. A escola recebeu no último ano   o valor de R$10.000,00 (dez mil reais). Sendo dois mil reais para aquisição de bens permanente e oito mil para reforma de acessibilidade.
  • Repasse Emergencial: Esse repasse financeiro somente é destinado às escolas, em que ocorrerem imprevistos emergenciais. Então, a instituição faz seu orçamento, monta seu processo e envia à Secretaria de Educação, caso haja a necessidade de um complemento.

Livro Didático
            Todos os anos a escola participa intensamente do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL) desenvolvendo estudo, análise discussão sobre a seleção das coleções que comporão o kit de livros que serão recebidos pelos estudantes.  No ano de  2012, foram selecionadas as coleções para os anos iniciais do Ensino Fundamental que estarão em uso em 2013, 2014 e 2015.
"É feita uma análise e discussão para que a seleção seja feita de forma democrática e apoiada nas concepções definidas no projeto político-pedagógico (PPP) e no Plano de Educação da rede".   É importante que a equipe gestora tenha clareza de seu papel em todo o processo. Diretor e coordenador pedagógico na pré-seleção dos livros juntamente com o corpo docente que se reúnem e definem coletivamente as coleções que atenda a necessidade da equipe.
Um instrumento fundamental para apoiar essa avaliação é o Guia de Livro Didático, publicação distribuída pelo Ministério de Educação (MEC), que traz uma série de dicas e sugestões para ajudar os docentes na seleção.
Nos próximos anos, serão feitas escolhas para os anos finais do Ensino Fundamental (2013) e Ensino Médio (2014). Sendo que nos anos anteriores,  além da análise pela escola, foi feito um momento de análise com toda equipe pedagógica da Rede Estadual de Ensino para unificação da escolha no  Município, o que facilitou a troca de coleções entre as escolas dependendo do fluxo de estudantes.





7.2 - Organização do tempo e espaço
     A escola atende nos períodos Matutino, Vespertino e Noturno. No período matutino a escola atende no horário das 07h00min às 11h20min; no período vespertino das 12h30min às 16h50min e no período noturno das 18h30min às 22h00min.
Tabelas com as etapas e modalidades de ensino ofertadas pela escola:
  • Período Matutino – Ensino Fundamental  1º ao 5º Ano
TURMAS
QUANTIDADE
TURNO
ETAPA DE ENSINO
5º ANO
2 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
4º ANO
1 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
3º ANO
1 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
2º ANO
1 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
                                  1º ANO               1 Turma                            Matutino           Ensino Fundamental
  • Período Matutino – Ensino Fundamental 6º ao 9º
TURMAS
QUANTIDADE
TURNO
ETAPA DE ENSINO
9º ANO
1 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
8º ANO
2 Turma
Matutino
Ensino Fundamental
7º ANO
2 Turmas
Matutino
Ensino Fundamental
6º ANO
1 Turmas
Matutino
Ensino Fundamental
     .    Período Matutino – Ensino Médio
                 TURMAS          QUANTIDADE             TURNO                ETAPA DE ENSINO
  • Período Vespertino – Ensino Ensino Fundamental 1º ao 5º Ano
TURMAS
QUANTIDADE
TURNO
 ETAPA De ENSINO
1º ANO
1 Turma
Vespertino
   Ensino Fundamental
2º ANO
1 Turma
Vespertino
   Ensino Fundamental
3º ANO
1 Turma
Vespertino
   Ensino Fundamental
4º ANO
1 Turma
Vespertino
   Ensino Fundamental

  •  Período Noturno – Ensino Medio Modalidade de Ensino EJA IV
TURMAS
QUANTIDADE
TURNO
 ETAPA D ENSINO
1ª FASE
3 Turmas
Noturno
     Ensino Médio
2º  FASE
2 Turmas                    
Noturno
      Ensino Médio              
 8 - Relações entre a escola e a comunidade
     Os familiares dos estudantes matriculados nesta unidade escolar têm bimestralmente reuniões com a equipe escolar para acompanhamento do desempenho acadêmico de seus dependentes. Cabe salientar que nesses encontros a Direção, Coordenação Pedagógica e Professores dialogam com a família sobre a situação de aprendizagem e assuntos que direta e indiretamente ligados à educação e ao desenvolvimento da criança e do adolescente. Assim também é versado sobre relações interpessoais e assuntos que venham de encontro aos interesses da comunidade escolar.
     São promovidos eventos com cunho comemorativo, pedagógico, cultural, previstos no calendário e nos projetos, assim como palestras envolvendo parcerias entre organismos governamentais e do terceiro setor, profissionais liberais, pessoas físicas que possam contribuir com o melhoramento do conteúdo desenvolvido, especialmente aqueles que fazem parte dos temas transversais.
            A escola também cede espaço físico para reuniões de bairro, e quaisquer outras entidades e assuntos de interesse da comunidade, atividades religiosas e avaliações institucionais. Recebe ainda sessões itinerantes da Câmara de Vereadores do município.
            Contamos com algumas ações voluntárias, seja por parte de pais, professores ou funcionários, que através da boa vontade e espírito participativo fazem o trabalho de doação, oferecendo recuperação, no contra turno para aquele alunado que não está acompanhando a turma ou desenvolvimento de projetos nas várias áreas do conhecimento.
            Estabelecemos comunicação com a comunidade escolar, organismos públicos, comunidade que pertençam ao entorno da escola ou mesmo com a Secretaria de Estado de Educação - SED, via correspondências oficiais, emails, sites de notícias, redes sociais, bilhetes e até mesmo por telefone. 

9 - Concepções teóricas
9.1 Educação
     Com vistas a preparar do educando para enfrentar os desafios da sociedade, proporcionando oportunidades para ampliar os seus conhecimentos de forma crítica e participativa, estamos empenhados para concretizar a meta de proporcionar uma educação inovadora, flexível e participativa, onde o estudante seja o alvo principal, pois entendemos que a escola se faz com ele e para ele.
            Aberta às inovações metodológicas, a Escola E. Irman Ribeiro busca a interação, capacitação e valorização de funcionários e professores com o único propósito de atingir metas e objetivos respeitando o espaço de cada um, estimulando a criatividade para que a auto estima desses seres humanos esteja elevada a ponto de se reconhecerem como pessoas capazes e úteis para a sua comunidade, agindo com responsabilidade e compromisso em prol de uma educação de qualidade.
 
9.2 Escola
            Instituição de ensino que visa promover a apropriação do conhecimento elaborado, com foco no desenvolvimento global do ser humano, buscando a sintonia entre o corpo docente, discente, administrativo, pais e a comunidade em geral. Proporciona ao estudante a aquisição de consciência crítica que lhe amplie a visão de mundo para dar-lhe condições de uma leitura interpretativa dos fatos sociais, das relações interpessoais e a integração com a natureza.
            Deve ser um estabelecimento acolhedor, incluindo todos os segmentos da sociedade, quais sejam: idosos; deficientes; de todos os credos e etnias e orientação sexual, propiciando a igualdade de oportunidade para todos. Segundo Arthur Guimarães, a Inclusão é mais do que criar condições para os deficientes, é um desafio que implica mudar a escola como um todo, no projeto pedagógico, na postura diante dos alunos e na filosofia.
De acordo com o Art. 205 da C.F.
“a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e na qualificação para o trabalho”.
 
            Nessa carta magna ainda respalda que todos terão direito à educação e ao acesso à escola, assim devemos atender os princípios constitucionais, não excluindo nenhuma pessoa em razão de sua origem, raça, sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela. A inclusão escolar constitui uma proposta politicamente correta que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a igualdade de direitos e de oportunidades educacionais para todos, em um ambiente favorável.
            Nossa escola estará repensando constantemente o processo educativo para que seja competente e apta a enfrentar novos desafios, cumpridora de seu papel na formação do cidadão.
             Estimularemos o Professor a ser mediador entre o estudante, a pesquisa, os afazeres acadêmicos e a ação.  Um profissional formador, reflexivo, comprometido com o processo educativo, integrado ao mundo de hoje, responsável socialmente pela formação do educando enquanto cidadão e, principalmente, um eterno aprendiz; aquele que busca “inovar e inovar-se”, que esteja aberto a novas propostas e ideais, sendo multiplicador de valores, atitudes e conhecimentos.

        Queremos formar cidadãos críticos, construtores do seu saber, atuante na sociedade e que saiba entender seus direitos e deveres. Saiba criar, investigar, organizar, comparar, analisar e interagir como cidadão na família, escola, comunidade e sociedade que está inserido.

9.3 Currículo
     Através do currículo comunicamos os princípios e características essenciais do propósito educativo, de forma que permaneça aberto à discussão crítica e que possa ser efetivamente transladado à prática. Deve levar em conta as condições reais, nas quais o projeto vai ser realizado, proporcionando informações sobre o que ensinar (a experiência social culturalmente aceita) e o objetivo (os processos de crescimento pessoal que se deseja provocar, favorecer ou facilitar mediante o ensino).
     Deve ainda acomodar informações sobre quando ensinar, ou seja, oferecer seqüência aos conteúdos e objetivos e oportunizar informações sobre como ensinar, isto é, a maneira de estruturar as atividades de ensino/aprendizagem das quais participam os alunos, afim de atingirem os objetivos propostos em relação aos conteúdos selecionados.
      O currículo ainda deve clarear as informações sobre o que, como e quando avaliar, pois a avaliação é um elemento indispensável que mede a eficácia ou não da ação pedagógica, introduzindo as correções oportunas.
Nossa proposta curricular está aberta às modificações e correções necessárias, adequando ações que garantam o respeito aos diferentes contextos de aplicação, estimulando o compromisso do corpo docente no desempenho da suas atividades profissionais.

9.4 Ensino e aprendizagem
     Trabalhando o ser humano no sentido amplo da palavra, queremos realizar a conversão do saber empírico como base para o conhecimento científico de nossos estudantes pra que estes tenham condição de conviver de forma harmônica, interativa e participativa na sociedade, construindo espaços e proporcionando ações que melhorem sua qualidade de vida, assim também o faça com seus familiares e aqueles que ao seu entorno se encontrarem.
      Acreditamos que o indivíduo deve estar preparado para fazer escolhas, sem deixar de considerar os valores morais de uma sociedade ética, que se renova em todas as dimensões, sem deixar de valorizar o bem comum.
     Visamos galgar índices de conhecimento e aprendizagem escolar capazes de elevar o nome de nossa escola como instituição que dá certo, que valoriza e estimula o potencial de seu corpo discente, respeita suas individualidades e permite o avanço e progresso de forma contínua e crescente.
      Três princípios norteiam nosso Projeto Político Pedagógico:
Comprometimento com a educação de qualidade e que se realiza através de um Referencial Curricular elaborado pela Secretaria de Estado de Educação, possibilitando o acesso e o respeito aos conhecimentos acumulados, sistematizando-os através do desenvolvimento de valores, competências e habilidades. 
Respeito aos diferentes níveis do conhecimento, aproveitando a experiência e o saber que o aluno traz à escola, pois tais conhecimentos exprimem o que poderíamos chamar de identidade cultural do estudante.
Participação dos estudantes na elaboração e execução da proposta pedagógica, com o intuito de tornar o fazer pedagógico mais atraente, dinâmico e participativo, levando ao entendimento do conteúdo proposto e das regras e resultado daquilo que se construiu.

10 - Critérios e formas de avaliação de aprendizagem
     
PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO EDUCANDO

A avaliação da aprendizagem é parte integrante do processo educativo; será realizada de forma contínua e sistemática, devendo ser um conjunto de instrumentos que ajudem o professor a analisar e refletir sobre sua prática, analisando a construção do conhecimento do aluno e verificando se os objetivos foram alcançados.
Numa proposta que tem como objetivo desenvolver capacidades e não apenas dominar conteúdos, a avaliação assume outra função que não a costumeira medição.
Nos PCN a avaliação serve de indicador para orientar a prática educacional. Mostra ao professor quando é preciso realizar ajustes no processo educativo. Para tanto, ela não pode ser feita apenas em momentos específicos. A avaliação exige uma observação sistemática dos alunos para saber se eles estão aprendendo, como estão aprendendo e em que condições ou atividades eles encontram maior ou menor dificuldade.
Essa avaliação não se refere apenas ao domínio de conteúdos específicos, mas também ao desenvolvimento das capacidades. Portanto, importa avaliar o aluno como um todo, nas diversas situações que envolvem aprendizagem: no relacionamento com os colegas, no empenho para solucionar problemas propostos, nos trabalhos escolares, nas brincadeiras, etc.
A avaliação inicial da classe (período de sondagem) ganha destaque nos PCN porque é ela que dará ao professor elementos para fazer seu planejamento, determinando os conteúdos e respectivo grau de aprofundamento.
A avaliação é sinalizadora da aprendizagem, uma tomada de consciência e de conquista para professor, aluno, equipe de apoio pedagógico e direção, com intuito de buscar alternativas para que aconteça uma aprendizagem eficaz. Logo no início do ano letivo, ou quando receber um educando de uma unidade diferente é necessário que se faça uma avaliação investigativa, para diagnosticar o que o aluno já sabe, o que precisa saber e como fazer para que aconteça essa aprendizagem.
A avaliação deve sustentar e orientar a função pedagógica, devendo estar relacionada com as oportunidades oferecidas, visando:
- traçar prioridades que devem ser levadas em conta no processo educativo;
- identificar o processo de aprendizagem e as dificuldades do aluno;
- avaliar diferentes códigos: oral, escritos, gráficos, numérico, e pictórico, de forma a considerar as diferentes aptidões dos alunos.
- fornecer subsídios para o planejamento e replanejamento das atividades curriculares;
- propiciar ao educando condições de avaliar seu conhecimento e desenvolver espírito crítico;
- apurar o rendimento escolar do educando, com vistas a sua promoção e continuidade dos estudos;
O critério para avaliação escrita no decorrer do bimestre será de no mínimo 03 avaliações devendo considerar os aspectos estruturais de cada realidade. A média para aprovação após resultado das avaliações é 6.0 (seis) para o Ensino Fundamental, após exame final, 5.0 (cinco).
As provas mensais serão marcadas e elaboradas pelo professor e as bimestrais serão elaboradas por eles, marcadas e vistadas pela coordenação pedagógica. Os alunos receberão a cada bimestre um calendário de provas, e durante este período o professor não dará outra atividade avaliativa.
 A terceira avaliação do bimestre poderá ser a nota da (avaliação contínua) que avalia o aluno no decorrer do bimestre envolvendo tarefa, uniforme, comportamento, pontualidade, respeito, cuidado com os bens materiais, assiduidade, colaboração, ética e participação nas atividades promovidas pela escola.
Os professores disponibilizarão aos alunos todos os resultados de avaliações ou trabalhos na qual foram submetidos para controle dos mesmos e conhecimento dos pais.
Em todos os bimestres serão entregues as notas bimestrais passadas em boletim informativo. Ao término de cada bimestre os pais/responsáveis serão convocado para uma reunião com a direção, coordenação pedagógica e professores para tratar do desempenho escolar dos seus filhos.
O ano letivo, dividido em quatro bimestres, apresenta as seguintes avaliações:
Ø  Uma prova específica por disciplina, englobando os assuntos referentes ao bimestre – Prova Bimestral;
Ø  Uma prova mensal com assuntos abordados no mês - Prova Mensal;
Ø  Um trabalho sobre os temas abordados no bimestre, quando o professor assim o planejar;
Ø  Avaliação Contínua;
Ø  Outras formas de trabalho/avaliação que o professor julgar apropriado.
         A recuperação é bimestral e compreende estudos dirigidos e aulas especiais que abranjam os assuntos ou as dificuldades apresentadas pelo aluno, no bimestre, aferidas através de trabalho, seminário ou prova escrita de cada disciplina em que o aluno não atingiu o objetivo de aprendizagem, visando o aspecto quantitativo e qualitativo.
         O aluno que não fizer as provas bimestrais, em casos de ausências justificadas, previstos na legislação vigente, pelos pais ou responsáveis, quando menor, poderá fazer a Prova Repositiva, aplicada pelos professores e com data marcada no calendário de provas bimestrais.
         No primeiro ano do Ensino Fundamental, a avaliação que é realizada bimestralmente tem em seu registro o resultado das competências e habilidades trabalhadas no decorrer do ano letivo por meio de relatório.
       Todas as formas de avaliação serão registradas no planejamento de ensino. 
     Cumprindo as determinações estabelecidas pela esfera federal e estadual, a escola participa do processo de Avaliação Institucional Externa (AIEMS) ,do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) que abrange a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA),  a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a  Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc) -também denominada "Prova Brasil" e Provinha Bras.il.
        A avaliação pode se tornar também um instrumento de aprendizagem. Estimular o aluno a fazer a auto avaliação é uma forma de ele aprender a analisar seus trabalhos, desenvolvendo seu senso crítico e sua autonomia.
           As propostas de avaliação dos PCN minimizam um dos piores problemas escolares, que é a reprovação, sempre associada ao fracasso. Professor e aluno terão tempo suficiente para detectar problemas e encontrar soluções antes de chegar a um resultado tão radical e negativo.
A avaliação não é um castigo.
É, na verdade, um detector de aprendizagem.
          A avaliação deve ocorrer sempre que o professor e alunos concluírem uma ou um conjunto de estratégias para a aprendizagem. Ao perceber dificuldades no desempenho do aluno, o professor deve oferecer-lhe atividades que venham sanar ou amenizar as dificuldades encontradas no decorrer do processo de aprendizagem.  Por isso, as atividades de avaliação ficam aos cuidados do professor, que deverá propô-las nos momentos mais adequados e ao longo do bimestre com formas e atividades diversificadas.
       A avaliação mantém o mesmo tratamento dado nas estratégias de sala de aula, permitindo que o aluno expresse seu conhecimento em trabalhos e/ou questões que envolvam as habilidades trabalhadas, considerando os conhecimentos que são indispensáveis para a continuidade dos estudos.
           A informação clara ao aluno de seus resultados em cada atividade favorece a percepção quanto ao seu nível de desempenho, permitindo-lhe superar dificuldades ou avançar em busca de um maior aprofundamento.


11 - Acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem
            O acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem é uma das grandes responsabilidades do professor e da equipe pedagógica no seu trabalho cotidiano. Para Libâneo (1994, p.212), “trata-se de um processo de acompanhamento sistemático do desempenho escolar dos alunos em relação aos objetivos, para sentir o seu progresso, detectar as dificuldades, fazendo a retomada quando os resultados não são satisfatórios”.
            Na realidade desta Unidade Escolar o acompanhamento dar-se-á por meio do conhecimento e análise dos resultados das Avaliações internas e externas, dos projetos e dos trabalhos desenvolvidos, através de gráficos, relatórios, portfólios, conselho de classe, visitas às salas de aula, momentos de leitura, diálogo formal e informal com os alunos, acompanhamento das notas mensais e bimestrais, realização de reuniões com professores. Nesta proposta o professor e a escola também passarão por um processo de avaliação. Os alunos terão oportunidades de levantarem os aspectos positivos e negativos de cada aula e da organização escolar, na premissa da melhoria da qualidade do ensino e do replanejamento das ações metodológicas e organizacionais.
11.a - Conselho de Classe
O conselho de classe é uma das poucas oportunidades em que é possível reunir os docentes das diversas disciplinas de um mesmo ano com o objetivo de analisar os processos de ensino e de aprendizagem sob múltiplas perspectivas. Quando as discussões são bem conduzidas, elas favorecem aspectos como a análise do currículo, da metodologia adotada e do sistema de avaliação da instituição. Dessa forma, possibilitam aos professores uma interessante experiência formativa, permitindo a reavaliação da prática didática.

A função do conselho - que deve contar, sempre que possível, com a participação do diretor, do coordenador pedagógico e do orientador educacional, além dos professores - não é julgar o comportamento dos alunos, mas compreender a relação que eles desenvolvem com o conhecimento e como gerenciam a vida escolar para, quando necessário, propor as intervenções adequadas.

Para tanto, a contribuição do orientador educacional é essencial, visto que ele pode ajudar a equipe a compreender como questões cognitivas, afetivas e sociais afetam a aprendizagem. Juntos, o orientador e os docentes devem definir os encaminhamentos que levem à melhoria da qualidade da produção dos estudantes. Nesse sentido, é fundamental o grupo socializar práticas bem-sucedidas que possam ser replicadas - considerando que, muitas vezes, os bons resultados na aprendizagem aparecem apenas após a mudança nas estratégias de ensino.

Para esses momentos se tornarem produtivos, é fundamental que os professores tenham clareza das finalidades de cada reunião. Muitas escolas organizam pré-conselhos durante o ano para a divulgação dos resultados parciais das avaliações. Já o encontro do fim do ano tem o objetivo de decidir sobre aprovações ou retenções. O responsável pela organização desse evento - geralmente o orientador educacional ou alguém da equipe gestora - deve definir previamente com o grupo quais alunos apresentam maiores problemas e, por isso, terão as suas produções analisadas. Assim, ao longo dos meses ou das semanas que antecedem o encontro, os professores podem se preparar, observando o trabalho desses estudantes e identificando a natureza de suas dificuldades. Essas são informações preciosas a serem compartilhadas e discutidas com os demais docentes. Posteriormente, cabe ao orientador comunicar aos alunos e suas famílias o que foi discutido durante a reunião.

Tudo isso só será possível se os gestores planejarem um conselho de classe que ajude os docentes a ampliar o olhar sobre o desempenho da turma e a própria prática, propiciando assim a melhoria da qualidade do ensino.
          Objetivos dos Conselhos de Classe:
I - interpretar os dados resultantes da avaliação da aprendizagem dos educandos e sua relação com o trabalho desenvolvido pelo professor na direção do processo educativo, proposto no currículo pleno;
II - acompanhar o processo de aprendizagem dos educandos e analisar seus resultados, a fim de aperfeiçoá-lo;
                                III - analisar os resultados da aprendizagem na relação com o desempenho da turma, com a organização dos conteúdos e com o encaminhamento metodológico;
                                 IV - participar do processo de classificação, aceleração de estudos e avanço escolar dos educandos;
 V - decidir sobre as situações limítrofes dos educandos que, após exame final, ficarem retidos em, no máximo, duas áreas de conhecimento ou disciplinas, ou dois componentes curriculares, no caso do Ensino Fundamental. Em relação ao Ensino Médio e a EJA IV, a quantidade de componentes curriculares ou disciplinas para decisão do conselho de classe quanto a aprovação as situações limítrofes dos educandos que ficarem retidos após o exame final é de no máximo, três áreas de conhecimento ou disciplinas.
                         VI - Buscar novos procedimentos, a fim de superar dificuldades apresentadas pelo aluno e/ou pela turma;
                         VII - Decidir sobre a aprovação ou reprovação do aluno, tendo como referência os princípios e os critérios de avaliação adotados pelo professor.





12 - Indicadores de qualidade
IDEB
 O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante e nas taxas de aprovação. Assim, para que o IDEB de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula. O Índice é apresentado numa escala de 0 (zero) a 10 (dez) e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o Brasil tenha nota 6 em 2022 - correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos. Segue abaixo a tabela com os resultados de nossa escola:
ANOS INICIAIS (5º ANO)
ANOS INICIAIS (5º ANO)
Ideb Observado
Metas Projetadas
Escola
2005
2007
2009
2011
2013
2015
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
EE IRMAN RIBEIRO DE ALMEIDA SILVA
3.6
4.2
4.6
5.0
5.6
5.1
3.6
4.0
4.4
4.7
4.9
5.2
5.5
5.8
       
ANOS FINAIS (9º ANO)
Ideb Observado
Metas Projetadas
Escola
2005
2007
2009
2011
2013
2015
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
EE IRMAN RIBEIRO DE ALMEIDA SILVA
3.7
3.6
4.5
4.7
3.9
4.2
4.5
4.8
5.0
5.3

  TAXAS DE RENDIMENTO
TAXA DE APROVAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (EM %)

ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
82
85.4
92.7
90.2
89,66
92,40

TAXA DE REPROVAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (EM %)


ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
13.8
11.1
4.7
6.9
8,51
7,06
 TAXA DE ABANDONO DO ENSINO FUNDAMENTAL (EM %)


ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
4.2
----
2.8
2.9
1,82
0,54
  
TAXA DE APROVAÇÃO DO ENSINO MÉDIO (EM %)

ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
78.6
94.5
----
85.0
-----
------

 TAXA DE REPROVAÇÃO DO ENSINO MÉDIO (EM %)


ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
16.7
2.6
-----
0
------
    -------
  
TAXA DE ABANDONO DO ENSINO MÉDIO (EM %)

ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
4.7
2.5
------
15
    ------
-------
   
TAXA DE APROVAÇÃO DA EJA  (EM %)

ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
55,19
54,28

TAXA DE REPROVAÇÃO DA EJA (EM %)


ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
7,15
0
 TAXA DE ABANDONO DA EJA (EM %)


ESFERA
2011
2012
2013
2014
2015
2016
E. E. IRMAN RIBEIRO DE A. SILVA
37,66
45,72


13 - Formação continuada
      Entende-se que os meios para a formação dos alunos têm se ampliado muito, no entanto a escola ainda é a principal via de instrução e educação das crianças e jovens, principalmente daqueles de origem mais humilde. Também os professores continuam sendo os principais agentes da aprendizagem dos alunos. Assim, a qualidade da aprendizagem das novas gerações depende, em boa parte, da qualificação desse profissional.
      Sabe-se que atualmente cada vez mais é exigida a formação humana a partir da compreensão de que o sujeito é um ser finito e inconcluso, ou seja, um ser em permanente formação. Nesse sentido, é necessária a formação permanente do profissional da educação, pois esta é compreendida como espaço de reflexões constantes das práticas pedagógicas e transformação dos sujeitos. Propõe-se a trocado modelo tecnicista para o de um modelo prático e reflexivo, em que o educador reflita ao agir e como agir em seu fazer pedagógico, a fim de inovar sua postura metodológica, criando possibilidades de ensino e aprendizagem ao educando.
      A partir do pensamento de Freire, a formação continuada é concebida como um processo contínuo e permanente de desenvolvimento profissional do professor, sendo concebida de forma inter articulada, em que a primeira corresponde ao período de aprendizado nas instituições formadoras (através de cursinhos, palestra, seminários, congressos) e a segunda diz respeito à aprendizagem dos professores que estejam no exercício da profissão. Nesta concepção, a formação continuada, deve incentivar a apropriação dos saberes pelos professores, rumo à autonomia, levando-o a uma prática crítico-reflexiva, abrangendo a vida cotidiana da escola e os saberes derivados da experiência docente. 
     Assim, o conceito de formação continuada de professores deve contemplar de forma interligada:
- a socialização do conhecimento produzido pela humanidade;
- as diferentes áreas de atuação;
- a relação ação-reflexão-ação;
-  o envolvimento do professor em planos sistemáticos de estudo individual ou coletivo;
-  as necessidades concretas da escola e dos seus profissionais;
- a valorização da experiência do profissional;
 - a continuidade e a amplitude das ações empreendidas;
- a explicitação das diferentes políticas para a educação pública;
- o compromisso com a mudança;
-  o trabalho coletivo;
- a associação com a pesquisa científica desenvolvida em diferentes campos do saber”. (ALVES, 1995 apud CARVALHO e SIMÕES, 1999 p.4).
      Dessa maneira, o espaço de formação do professor será a escola e o conteúdo dessa formação a sua prática educativa. O professor reflexivo será “um investigador da sala de aula, formula estratégias e reconstrói a sua ação pedagógica” , pois como afirma Almeida (2002, p. 28), “a prática transforma -se em fonte de investigação, de experimentação e de indicação de conteúdo para a formação”.
      Isso significa que o processo formativo deverá propor situações que possibilitem dentro do ambiente escolar, a cooperação, a troca dos saberes entre os professores, através de projetos articulados de reflexão conjunta, buscando métodos para superação das dificuldades, deixando-se ajudar mutuamente, se autoformando e se formando coletivamente. Para tanto, são indicados como metodologia à formação, os seguintes dispositivos: o estudo compartilhado; o planejamento e o desenvolvimento de ações conjuntas; estratégias de reflexão da prática; análise de situações didáticas; entre outros, tendo o coordenador pedagógico papel importante nessa mediação. 
      As práticas coletivas, construtivas e colaborativas apontam caminhos contornáveis viáveis na articulação e (re)construção dos saberes docentes a partir do resgate da prática em si, modelando e remodelando-se juntamente com contextos organizacionais, estabelecendo um diálogo com protagonistas parceiros.
      Corroborando com essa idéia, Freire (2002 p.68) afirma: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.
       Nesse sentido, é preciso defender um processo de formação de professores em que as escolas sejam concebidas como uma instituição essencial ao desenvolvimento de uma democracia crítica e também à defesa do educador como intelectual que combina reflexão e prática a serviço da educação e do educando tornando-o cidadão reflexivo e ativo. (GIROUX, 1997). Conclui-se que a postura reflexiva não requer apenas do professor o saber fazer, é um conjunto de conhecimentos (teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes), em que ele saiba explicar de forma consciente a sua prática e as decisões tomadas por ele sejam favoráveis à aprendizagem do seu aluno, pois segundo Perrenoud (2002), ensinar é, antes de tudo, agir na urgência, decidir na incerteza.

14 - Avaliação Interna
A Avaliação Interna permite que a escola reavalie seus objetivos e metas mediante a ação dos diversos segmentos da comunidade educativa. Então, pressupõe a delimitação de indicadores compatíveis com a natureza e a finalidade da unidade escolar. Esses procedimentos convergem para a melhoria da qualidade do ensino oferecido e dos serviços prestados à sociedade, consolidando a inserção social diante do direito institucional de exercer plenamente a cidadania.
Mediante as grandes transformações que acontecem no mundo globalizado, a unidade escolar lança mão dos equipamentos tecnológicos como uma das ferramentas para avaliar seus afazeres.
Analisando os vários aspectos desta unidade escolar destacamos que ao listar e reconhecer os pontos positivos, envidaremos esforços para atingir aqueles que deveriam constar nesta listagem, porém não figuram.

Pontos Positivos da Unidade Escolar
- Responsabilidades dos docentes tanto com a aplicação dos conteúdos como com os estudantes;
- Bom atendimento em todos os setores da escola;
- Reforço  escolar e treinamento de futsal no contra turno;
- Elaboração e desenvolvimento de bons projetos;
- Contextualização dos conteúdos;
- Metodologia diferenciada para atender alunos com Necessidades Especiais (flexibilização);
- Boa utilização da sala de tecnologia para inovações das metodologias;
- Tarefas e trabalhos corrigidos com freqüência;
- Incentivo á leitura;
- Salas de tecnologia bem equipadas;
- Biblioteca com acervo adequado;
- Reuniões com os pais bimestralmente e sempre que necessário;
- Palestras, envolvendo assuntos em pauta na sociedade para os pais e alunos;
- Boa recepção para os pais que visitam a escola;
- Atenção diferenciada para o alunado com necessidades especiais, problemas de saúde e vulnerabilidade social;
- Estímulo ao estudante dedicado por meio do “certificado aluno nota dez”;
- Pontualidade nos horários;
- Salas de aulas arejadas com mobiliário em bom estado e espaço físico amplo;


Pontos Negativos da Unidade e ações para minimiza-las
RELATÓRIO DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL INTERNA
PROBLEMAS
CAUSAS PROVÁVEIS
PRINCIPAIS AÇÕES
1-  Práticas não efetivas dentro da sala de aula
- Falta de capacitações, criatividade, entusiasmo e compromisso com a Proposta Pedagógica da Escola;
- Falta de preparo profissional
- Falta de criatividade em relação às práticas de ensino
- Professores desestimulados;
- Falta firmeza ao lidar com alunos no cumprimento de regras
 
- Mesa redonda para melhorar as práticas escolares e trabalhar sobre a importância do limite para os educandos;
- Capacitações;
- Reforço escolar no horário contrário;
- Sacola literária;
- projeto de xadrez;
- Acompanhamento do planejamento quinzenalmente com sugestões de metodologias

2-  Avaliação contínua do rendimento dos alunos


 
 - Alunos desestimulados;
- Comodismo;
- Insegurança;
- Falta de compromisso com a Proposta Pedagógica da Escola.
- Pouca participação dos pais;
- Defasagem de conteúdo dos alunos;
 
- Estimulação dos educandos para novas  práticas avaliativas;
- Maior acompanhamento da coordenação pedagógica;
- Melhorar a qualidade das provas e acrescentar mais descritores;
- Elaboração de gráficos comparativos para discussão de estratégias de recuperação
- Palestra  de motivação e orientação para pais;
 3– Baixo desempenho  dos alunos:

- Alta taxa de reprovação no Ensino Fundamental
- Evasão da EJA.
  - Falta de criatividade em relação às práticas de ensino;
- Pouca participação dos pais;
 - Problemas familiares dos estudantes;
- Defasagem de conteúdo dos alunos;
- Alunos e professores desestimulados;
- Cansaço dos alunos da EJA;


 
 - Buscar recursos metodológicos para as turmas visando elevar a proficiência dos estudantes que estão mais críticos, melhorando o nível de  proficiência de todos os  estudantes com distúrbio de aprendizagem.
- Sensibilização dos   estudantes sobre o respeito   entre  si, melhorando o convívio social;
- Realizar Oficinas;
- Realizar capacitações com corpo docente;
- Visitas domiciliares quando necessário;
- Reforço escolar no horário contrário;
- Sacola literária;
- Investir em motivação através de palestras.
 4- Desempenho Geral da escola
 - Falta de Avaliação dos trabalhos;
- Falta de Planejamento das ações;
- Falta de objetivos Claros;
- Falta de Estímulos;
- Comodismo
 - Capacitações;
- Traçar metas de trabalho;
- O aluno como centro do trabalho;
- Adotar as regras de punições contidas no regimento;
 5- Pouco envolvimento dos pais no acompanhamento da aprendizagem dos filhos;
 
 - Falta práticas motivadoras por parte da escola para estimular a participação do pais;
- Reuniões sem motivação;
- Desinteresse dos pais;
- Cansaço.
 - Palestra  de motivação e orientação para pais;
- Programar reuniões  mais objetivas  e motivadoras;
- Atendimento dos pais sempre que procurarem a escola;
  6 -  Gestão do pessoal docente e não-docente
 - Falta de metodologia adequada às necessidades da equipe escolar
- Falta de objetivos claros;
- Falta de Entusiasmo
- Não cumprimento de regras;
- Falta de entrosamento;
- Falta de empenho de alguns;
- Permissividade;
- Falta de punições;
- Desvio de Função;
 - Estimular para que cada segmento seja autônomo e  criativo;
- Melhorar rendimento individual com palestras;
- Envolver mais a equipe escolar na educação dos estudantes;
- Ter metas e objetivos claros;
- Reuniões de planejamento;
- Avaliações periódicas
- Traçar metas de trabalho;
- O estudante como centro do trabalho;
- Adotar as regras de punições contidas no regimento.
 15 - Avaliação do Projeto Político Pedagógico
A avaliação incidirá sobre os aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros da atividade escolar, devendo ser realizada através de procedimentos internos e externos, por meio de questionários com perguntas pertinentes, sendo convocadas reuniões especialmente para tal fim.
A referida avaliação servirá também de base para a reorientação e reformulação da presente Proposta que culmina no aprimoramento da qualidade de ensino e garantirá:
A participação da comunidade escolar nas atividades propostas e a sistematização das propostas elencadas nos diferentes momentos em que a comunidade escolar se reunir, condensando-as em forma de registro, qual seja: este documento.




16 - Comissões de elaboração do Projeto Político Pedagógico
Comissão de Mobilização
Alessandra Cristina P. B. Garcia
Ana Silva Rosa Dutra
Aline de Sousa Mota
Cleuza Ortiz Martins
Elis Cristina Teixeira Aguilar
Fatima Toshie Yamada Úbida
Maria Aparecida Tagliamento


Comissão de Diagnóstico
Alessandra Lopes Souza
Carlos Guilherme Sasso
Cristina da Silva Costa Cauz
Maria José Candido de Sá Oliveira

Comissão de Organização da Escola
Alicia de Paula Magaroto
Ana Maria da Cunha Albuquerque
Claudia Garcia Lopes Gonçalves
Edilson Araújo do Nascimento
Esliane Oliveira Dortas Simões
Fátima de Lourdes Pegorare Natal
Giane de Souza Oliveira
Kleiton Cesar Honorato Soares;
Lucia Guerreiro de Souza
Marcio Luiz Canestraro
Maria do Nascimento Novaes Tolotti
Marina dos Santos Marques
Nilcéia da Silva.
Priscila Nataly da Silva 
Raquel Cristina Dan
Rosani de Lourdes Ferracini 
Sonia Garcia Jose Remelli
Vanda da Silva Aleluia Severgnini
Vanessa Cristine M. Silva Montilha
Zenilda de Souza Gomes Viegas
Zenita Rodrigues Gomes

Comissão de Concepções Teóricas
Elsa KiokoOgura Martins
Ivonete dos Santos
Luciane de Cristo Santos Ezídio
Rosimeire Lima Rosa  Regaço
Vanessa Trovato Silva

Comissão de Correção e Revisão
Gisely Rosa Regaço Porfírio
Silvana Ferreira Tombine
Vanusa VezuBernegozz


Comissão de Lançamento e tratamento das informações
Karina de Fátima Maroni.
Miquéias de Oliveira Gomes.
Flaviane Meireles dos Santos.
17 - Equipe responsável pela aprovação do Projeto Político Pedagógico da escola
Diretor:
Karina de Fátima Maroni.
Diretor Adjunto:
Miquéias de Oliveira Gomes.

Supervisor de Gestão Escolar:
Sueli Figueiredo

Coordenação Pedagógica:
Jorge Luiz Pereira
Vanessa Cristine M. Silva Montilha
Sebastiana Leal Domingues Marcussi


Professora Gerenciadora de Recursos Midiáticos e Tecnologias:
Flaviane Meireles dos Santos

Presidente do Colegiado:
Rosangela Maria de Andrade Silva.

Presidente do Grêmio Estudantil:
Adson Vítor da Silva Velasques.


 

 
18 - Referências
Lei n.º 9394, Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Promulgada em 20/12/96, Editora do Brasil S/A.
Deliberação CEE/MS n.º 8144, de 09 de outubro de 2006.

Resolução/SED n.º 2072, de 22 de dezembro de 2006.

Documento Orientativo para elaboração ou adequação da Proposta Pedagógica, Secretaria de Estado de Educação, Campo Grande, 2003.

Proposta Político Pedagógica para o Ensino Fundamental, cadernos da Escola Guaicuru, n.º 4. Campo Grande: Secretaria de Estado de Educação, 2000.

Proposta Metodológica de língua Portuguesa, Cadernos da Escola Guaicuru, n.º 5. Campo Grande: Secretaria de Educação, 2000.
Subsídio de Matemática, Cadernos da Escola Guaicuru, n.º 8. Campo Grande: Secretaria de Educação, 2000.
Subsídio de Língua Inglesa, Cadernos da Escola Guaicuru, n.º 7. Campo Grande: Secretaria de Educação, 2000.
Proposta de Educação do Governo Popular de Mato Grosso do Sul-1999/2002, Cadernos da Escola Guaicuru, n.º 1. Campo Grande: Secretaria de Educação, 1999.

Série Subsídios – Subsídio Teórico-metodológico de Língua Portuguesa, ciclo I, volume I Secretaria de Educação de MS, Campo Grande,1998.

Série Subsídios – Subsídio Teórico-metodológico de Matemática, ciclo I, volume 2 Secretaria de Educação de MS, Campo Grande,1998.

Série Subsídios – Subsídio Teórico-metodológico de História e Geografia, ciclo I, volume 3 Secretaria de Educação de MS, Campo Grande,1997.

Série Subsídios – Subsídio Teórico-metodológico de Educação Artística, ciclo I, volume 4 Secretaria de Educação de MS, Campo Grande,1998.

Série de Estudos – Educação a Distância – Projetos e Ambientes Inovadores, Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, Brasília, 2000.

Série de Estudos – Educação a Distância – Salto para o Futuro, Construindo a Escola Cidadã, Ministério da Educação e do Desporto, Brasília, 1998.

Política Nacional de Educação Especial, livro I. Brasilia: Ministério da Educação e do Desporto,1994.
Parâmetros Curriculares Nacionais, volumes de 1 a 10. Brasília, Ministério da Educação e do Desporto,1997.
Veiga, Ilma Passos A. (org.) Projeto-Pedagógico da Escola. 15ª Edição, Campinas, Papirus, 2002.
LIBÂNEO, Cipriano Carlos. Democratização da Escola Pública. São Paulo: Loyola, 1990.

VEIGA, I. P.ª (org). Projeto político pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1995.
 LIBÂNEO, José Carlos. Didática – São Paulo: Cortez, 1994. – (coleção Magistério. Série formação do professor)
FREIRE, P.; CAMPOS, M. O. Leitura da palavra... Leitura do mundo. O Correio da UNESCO Vol. 19, n. 2. Rio de Janeiro. 1991.

ELBOJ, C., Puigdellívol, I., Soler, M., &Valls, R. (2002). Comunidades de aprendizaje:Transformarlaeducación. Barcelona: Graó.

CARLOS, Jairo Gonçalves. Interdisciplinaridade no Ensino Médio: desafios e potencialidades. Disponível em:<http://vsites.unb.br/ppgec/dissertacoes/
proposicoes/proposicao_jairocarlos.pdf>. Acesso em: 22/04/10.


MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1997.

Resolução/SED n.º 3.019/2016 – CONSELHO DE CLASSE APÓS EXAME FINAL, de 05 de fevereiro de 2016.

Resolução/SED n.º 3.018/2016 – PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA IV, de 05 de fevereiro  de 2016.


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